Detetar palavras de enchimento e palavras vazias
A ferramenta mede que parte do seu texto é ocupada por palavras funcionais, intensificadores vazios, linguagem burocrática e clichés, e mostra cada ocorrência na sua própria linha: a palavra, a categoria e uma sugestão do que pôr no lugar. Duas coisas logo à partida. Primeira: se está a começar, isto serve para uma coisa só — ver o que se pode cortar. O conselho genérico «escreva mais curto» não dá nada; uma lista de vinte palavras concretas e as três frases mais densas dão por onde começar. Segunda: os dicionários integrados só existem para inglês, ucraniano e russo, por isso esta ferramenta não sabe procurar enchimento num texto em português. O texto é processado no seu navegador e não é enviado para lado nenhum.
Texto a verificar
O seu texto não é enviado para lado nenhum: os dicionários estão dentro da página e a análise corre localmente.
Índice de enchimento
Categorias de ocorrências
Todas as ocorrências
| Palavra ou expressão | Categoria | Vezes |
|---|---|---|
| Cole o seu texto — aqui aparecem as ocorrências. | ||
As três frases mais densas
As frases com maior concentração de ocorrências aparecem aqui na íntegra, com cada ocorrência realçada.
Como é calculado o índice de enchimento
O índice de enchimento é a proporção de palavras de quatro categorias no total: palavras funcionais (preposições, conjunções, pronomes, partículas), intensificadores vazios, linguagem burocrática e aberturas gastas. A fórmula é simples: essas palavras a dividir por todas as palavras do texto. A voz passiva e as repetições contam-se à parte e ficam fora da percentagem. Não diluem o texto, tornam-no impessoal: «foi decidido» não diz quem decidiu, e a mesma raiz três vezes em quarenta palavras soa a andar no mesmo sítio. É preciso uma referência. Mesmo em prosa inglesa cuidadosamente editada, as palavras funcionais dão 35 a 45 por cento: as preposições e as conjunções têm de ir para algum lado. Portanto «zero por cento» não é nem objetivo nem resultado alcançável. Leia a lista de ocorrências, não só o número.
Seis categorias e o que fazer com cada uma
Os intensificadores vazios são «very», «really», «actually», «basically» — e em português «muito», «realmente», «literalmente», «praticamente». Saem sem custo: em vez de «uma tiragem muito grande», escreva o número da tiragem. A linguagem burocrática é «utilize», «due to the fact that», «in the event that» em inglês; «proceder à realização de», «devido ao facto de», «no âmbito de» em português. Cada uma destas fórmulas encolhe para um verbo ou uma preposição. As aberturas gastas são «é sabido que», «nos dias de hoje», «todos sabemos». São um arranque antes do pensamento. O leitor veio pelo pensamento, por isso o arranque corta-se por inteiro. As formas passivas e impessoais são «considera-se», «foi decidido», «foi tomada a decisão». Devolva a ação a quem age. As repetições são a mesma raiz três vezes dentro de uma janela de quarenta palavras; use um sinónimo ou refaça a frase. As palavras funcionais são sempre precisas, mas as cadeias longas de preposições vale a pena desmontar.
Porquê mostrar frases inteiras
Uma lista de palavras diz-lhe o que está mal. Uma frase diz-lhe onde. Por isso a ferramenta escolhe as três frases com maior densidade de ocorrências — palavras assinaladas a dividir por todas as palavras da frase — e mostra-as por inteiro, com cada ocorrência realçada. É o caminho mais rápido para editar: recebe um pedaço de texto pronto em que tudo o que é dispensável já está marcado. Essas três frases costumam ficar a metade em cerca de um minuto.
O que a ferramenta não faz
Não percebe o sentido. Os dicionários estão dentro da página e não há análise morfológica: a passiva e as repetições são detetadas por terminações e raízes, por isso acontecem tanto falsos positivos como falhas. E o ponto essencial aqui: a análise corre sobre dicionários fixados para ucraniano, russo e inglês. Um texto português é dividido e contado corretamente em palavras e frases, mas a lista de palavras vazias não se lhe aplica — escolha a língua em que o texto está escrito. Se estiver selecionado «inglês» e tiver colado português, a ferramenta não encontra quase nada, e esse silêncio não diz nada sobre o seu texto. Pela mesma razão o texto de exemplo está em inglês: um exemplo em português daria zero ocorrências e não mostraria nada. Não julga a qualidade da sua escrita. Uma percentagem baixa não torna um artigo interessante e uma alta não o torna mau: um diálogo de romance e um documento jurídico têm normas diferentes. E se as verificações não encontraram nada, isso só quer dizer que os dicionários integrados ficaram calados. Não é um veredito de que o texto está pronto a publicar — esse veredito vem de um editor, não de um programa.