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Tarifa à hora freelancer: quanto cobrar por hora

A calculadora vai ao contrário: não «quanto devo pedir», mas «quanto tem de custar uma hora para as contas fecharem». Entram o dinheiro que quer guardar, o seu ritmo, os dias de folga, o imposto e as despesas do ano; saem a hora mínima, a recomendada com margem e a mesma tarifa convertida para 1000 palavras. O campo decisivo aqui é a percentagem de horas faturáveis. É o que os principiantes esquecem: num dia de oito horas a trabalhar por conta própria são pagas cinco na melhor das hipóteses, e o resto vai em procurar clientes, e-mails, faturas e portefólio. Enquanto essa percentagem não for contada, qualquer tarifa sai mais ou menos a metade do que deveria.

De quanto precisa

Quanto deve sobrar-lhe no bolso depois de impostos e despesas de trabalho.
Apenas o símbolo ao lado do número: a ferramenta não carrega taxas de câmbio.
Software, equipamento, formações, publicidade, comissões de transferência, contabilista.

Quantas horas tem

O campo mais importante desta página. Ninguém paga a procura de clientes, os e-mails, as faturas, o portefólio e o estudo. Num freelancer com trabalho estável são 50–70 %.
Dias de doença incluídos. Esses dias ninguém lhos paga a não ser você.
Não a velocidade de digitação, mas o ritmo do texto acabado, com verificação de factos e revisão.

A sua tarifa

Hora recomendada: o mínimo mais 20 % de margem
Hora mínima: abaixo disto trabalha a perder
A mesma tarifa por 1000 palavras

Para onde vão as horas do mês

Horas de trabalho por mês
Faturáveis entre elas
A faturar por mês
Despesas de trabalho por mês
Artigos de comprimento médio por mês
Preço de um artigo desses

Se aumentar o objetivo de rendimento

Rendimento mensal Hora mínima Recomendada Por 1000 palavras
A tabela aparece assim que introduzir os seus dados.

Os seus dados de rendimento não vão a lado nenhum: tudo é calculado no seu navegador e nada é guardado.

Como se calcula a hora mínima

Primeiro a ferramenta conta o fundo de tempo. Os dias de trabalho por ano são os dias do mês vezes doze, menos os dias de folga e de doença; o resultado volta a dividir-se por doze e multiplica-se pelas horas de um dia. Assim o descanso distribui-se por igual em vez de comer um mês inteiro. Depois, do fundo fica apenas a parte faturável. Sessenta por cento de cento e cinquenta e cinco horas são noventa e três horas de facto pagas. Tudo o que ganha tem de caber ali. A seguir vem a soma a faturar: o rendimento que quer mais a parcela mensal das despesas anuais, e sobre tudo isso aplica-se o imposto por cima. Divida-a pelas horas faturáveis e tem a hora mínima. A hora recomendada é o mínimo mais vinte por cento. Essa margem não é ganância: é o mês em que um cliente desapareceu, o portátil que se avariou e a semana passada na cama com febre.

Números realistas para 2026

A percentagem de horas faturáveis de um freelancer com trabalho estável é de 50–70 por cento. Oitenta e mais acontece por conta de outrem, ou a quem tem dois ou três clientes fixos e não gasta tempo à procura de trabalho. Se está a começar, os primeiros meses são honestamente 30–40 por cento, e com essa percentagem a tarifa sai alta — sinal normal de que primeiro há que cortar a parte não paga. A velocidade de escrita para texto com verificação de factos e revisão anda grosso modo entre 250 e 500 palavras por hora. Números como 1500 palavras por hora descrevem a digitação, não material acabado. As despesas de trabalho anuais raramente são zero: subscrições de software, um portátil de poucos em poucos anos, formações, publicidade aos seus serviços, comissões de cobrança e transferência, o contabilista na época das declarações. Algo como 2500–5000 € por ano é uma referência modesta para um freelancer em Portugal, não um máximo. A tarifa que a ferramenta dá é um chão, não um preço de mercado. As faixas largas que se veem na escrita em português vão a cerca de 18 € à hora no início, 35 € a meio e 70 € para um especialista — se o seu mínimo aterrar bem acima disso, a causa costuma ser a percentagem de horas faturáveis e não a etiqueta de preço. A tabela com três níveis de rendimento mostra o essencial: para ganhar o dobro é preciso dobrar também a tarifa. Enfiar mais trabalhos nas mesmas horas não resulta — já não sobram horas.

O que a calculadora não faz

Não promete que o mercado pagará a sua tarifa. Este é o limite inferior, abaixo do qual trabalha a perder; que um cliente aceite é uma questão de nicho, portefólio e negociação, não de aritmética. Não conta trabalhos nem prevê a sua carga. Meses vazios acontecem a toda a gente, e a margem de vinte por cento está lá para eles. Não conhece os seus impostos. O campo «imposto» é simplesmente uma percentagem que escreve; o número muda entre regime simplificado e contabilidade organizada, depende do escalão de IRS, da Segurança Social e do IVA, e para rendimentos de clientes no estrangeiro juntam-se mais regras. E não converte moedas. A seleção apenas põe um símbolo ao lado do número: uma taxa de câmbio significaria um pedido para fora, e esta ferramenta não carrega nada.

Perguntas frequentes